A Nova Onda Regulatória: Como a futura Lei Geral de Cibersegurança (LGC) vai redefinir o papel das empresas e do DPO no Brasil
- 13 de jul.
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A transformação da cibersegurança no Brasil já começou — e ela vai impactar diretamente empresas, DPOs e profissionais de tecnologia.
A futura Lei Geral de Cibersegurança (LGC), prevista para avançar entre 2026 e 2027, promete se tornar o novo marco regulatório da segurança digital no país. E o ponto mais importante que você precisa entender hoje é: quem esperar a lei entrar em vigor para agir provavelmente já estará atrasado.

O que esperar da Lei Geral de Cibersegurança (LGC)?
A LGC não será apenas uma "nova camada" de burocracia. Ela deve estabelecer obrigações mínimas de segurança, requisitos claros de governança, gestão de riscos aprofundada, planos de continuidade de negócios e a proteção rigorosa da cadeia de suprimentos.
Na prática, veremos um cenário muito mais rigoroso para organizações públicas e privadas, elevando a cibersegurança de uma discussão técnica de TI para uma pauta crítica de sobrevivência corporativa.
A ANPD no Centro do Ecossistema
Um dos temas mais relevantes em discussão é a possibilidade de a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) assumir também o papel de Autoridade Nacional de Cibersegurança. Se essa centralização se consolidar, teremos uma integração inédita entre privacidade, proteção de dados e segurança da informação no país. E isso muda completamente o jogo.
O Encontro de Dois Mundos: O Novo Perfil do DPO
Diante dessa integração regulatória, o papel do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais (DPO) passará por uma evolução inevitável. O profissional que hoje atua focado exclusivamente em LGPD e privacidade tende a assumir uma posição ainda mais estratégica dentro das organizações.
O DPO do futuro (bem próximo) participará diretamente de temas complexos como:
Coordenação integrada: Gestão conjunta de programas de cibersegurança e privacidade;
Gestão de crises: Resposta rápida a incidentes de segurança e comunicação direta com as autoridades;
Continuidade de negócios: Mitigação de riscos e resiliência operacional diante de ataques;
Supervisão de fornecedores: Homologação e auditoria de terceiros e prestadores de serviços críticos;
Cultura corporativa: Unificação da governança de dados à segurança da informação.
A Tendência Híbrida: O mercado já começa a exigir e valorizar profissionais com perfil híbrido, capazes de unir visão jurídica, governança de processos, mitigação de riscos e conhecimentos práticos de cibersegurança.
Vantagens de Sair na Frente: Por que se Antecipar?
Esperar o texto final da LGC ser sancionado para iniciar a adequação é um risco financeiro e reputacional. As empresas que iniciarem essa preparação desde já garantirão vantagens competitivas cruciais:
Maior maturidade operacional: Processos de segurança já testados e consolidados.
Redução de prejuízos: Menor probabilidade de incidentes graves e interrupções nas operações.
Fortalecimento reputacional: Demonstração pública de compromisso com a resiliência e a confiança dos clientes.
Vantagem comercial: Maior competitividade em ecossistemas de negócios e cadeias de suprimentos exigentes.
Prontidão regulatória: Capacidade de responder de forma ágil e sem desespero às novas exigências legais assim que publicadas.
Navegando na Nova Realidade da Conformidade Digital
O futuro da conformidade será cada vez mais integrado. Não há mais espaço para que os setores de Segurança da Informação, Jurídico e Privacidade trabalhem em silos isolados.
A ALIX já atua alinhada a essa nova realidade, unindo privacidade, governança e cibersegurança de forma totalmente estratégica. Com uma equipe multidisciplinar e especialistas certificados internacionalmente, apoiamos a sua organização a enfrentar os desafios crescentes da segurança digital e a se antecipar às novas exigências do mercado.
A LGC vai redefinir a forma como as empresas operam, protegem informações e tratam riscos digitais no Brasil. A sua empresa está pronta para o próximo nível da governança?




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